terça-feira, 18 de outubro de 2011
Negócios de amor
Vivi amores de plástico/
alguns à custa de perfume francês/
outros conquistados a ouro 18
com garantia/
em versos esmerados – arrancados às palavras
mas sem poesia /
Também contei histórias venturosas
mágicas ou engraçadas/
lábia de feiticeiro/
Desfrutei assim da mais bela entre as belas
desejos atendidos
Velas vinho tinto
força do instinto
glórias de aventureiro
Nas urbes seduzi com vestidos sóbrios
de corte Paris
sapatinhos Chanel/
ou com fria moeda em espécie/
desejo comprado/
Depois saciado
sentimentos ao vento
camisinha usada,
gosmenta e esturricando ao sol
a culpa sobre o cimento/
Verdade seja dita
ainda que senda maldita/
a todas as mulheres que desejei
Fiz a corte
envolvi
gozei
beijei
Deleitei-me em seus abraços
ventres de veludo que ungi
e adeus
Mas cá entre nós, poetas...
ainda ressinto no segredo da alma
o não definitivo
de doce mulher das Minas Gerais//
Ela queria amor/
em troca de amor/
mas eu não consegui dar/
LFM/21/09/2008
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