terça-feira, 18 de outubro de 2011
Negócios de amor
Vivi amores de plástico/
alguns à custa de perfume francês/
outros conquistados a ouro 18
com garantia/
em versos esmerados – arrancados às palavras
mas sem poesia /
Também contei histórias venturosas
mágicas ou engraçadas/
lábia de feiticeiro/
Desfrutei assim da mais bela entre as belas
desejos atendidos
Velas vinho tinto
força do instinto
glórias de aventureiro
Nas urbes seduzi com vestidos sóbrios
de corte Paris
sapatinhos Chanel/
ou com fria moeda em espécie/
desejo comprado/
Depois saciado
sentimentos ao vento
camisinha usada,
gosmenta e esturricando ao sol
a culpa sobre o cimento/
Verdade seja dita
ainda que senda maldita/
a todas as mulheres que desejei
Fiz a corte
envolvi
gozei
beijei
Deleitei-me em seus abraços
ventres de veludo que ungi
e adeus
Mas cá entre nós, poetas...
ainda ressinto no segredo da alma
o não definitivo
de doce mulher das Minas Gerais//
Ela queria amor/
em troca de amor/
mas eu não consegui dar/
LFM/21/09/2008
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Noites de chuva
Bumba
Prazeres
terra de lixo
serpente de língua negra
metano
metas do cão
mortes
dias e noites
omisso Poder/
E assistir chover
na tv
a dor
na terra do sol
do sorriso
triste final
de vidas
que escorrem agora
no chorume
fétido
do pleito eleitoral
quarta-feira, 17 de março de 2010
Declaração de amor à Escolhida
Regozijo em Deus
Pois envoltas no silencio das estrelas
E trazendo todos os perfumes de flores
Vieram bruxas, fadas, sereias e damas de ouro
das mais remotas ilusões
amazonas em carnes do desejo
cavalgando no vendaval de volúpias
chicotes de línguas sôfregas atiçando o meu desejo
afagando o meu orgulho
acenando aos meus sentidos com todos os prazeres do mundo
(Mas ressalte-se, em nome de Deus)
a nenhuma coube a primazia
De possuir-me por inteiro
Como a Escolhida possui-me
Desde o primeiro dia
E agora cada vez mais
Para sempre até depois do fim
pois que a Escolhida prende-me em correntes
feitas do divino aço do amor incondicional
Portanto não há mais por que fugir
nem que perdoar
nem porque sofrer
Há sim, que regozijar/
Pela Escolhida
Que me escolheu
Sempre me acolheu
Me incensando de amor
e de Deus///
Pois envoltas no silencio das estrelas
E trazendo todos os perfumes de flores
Vieram bruxas, fadas, sereias e damas de ouro
das mais remotas ilusões
amazonas em carnes do desejo
cavalgando no vendaval de volúpias
chicotes de línguas sôfregas atiçando o meu desejo
afagando o meu orgulho
acenando aos meus sentidos com todos os prazeres do mundo
(Mas ressalte-se, em nome de Deus)
a nenhuma coube a primazia
De possuir-me por inteiro
Como a Escolhida possui-me
Desde o primeiro dia
E agora cada vez mais
Para sempre até depois do fim
pois que a Escolhida prende-me em correntes
feitas do divino aço do amor incondicional
Portanto não há mais por que fugir
nem que perdoar
nem porque sofrer
Há sim, que regozijar/
Pela Escolhida
Que me escolheu
Sempre me acolheu
Me incensando de amor
e de Deus///
segunda-feira, 15 de março de 2010
A nutricionista
Estalam gemas douradas
ouro fugaz/
gás/
e a trempe crepita ao fogo/
Frigir de ovos
veias esturricadas
fuligem
enjôo
vertigem/
As enzimas violentadas implodem/
plástica encardida
de pastéis bêbados/
calombos de vento
que dançam
em borbulhante óleo de escuridão sem fim/
Arrôtos amargos
azia
gôgo
refluxo da saliva verde
que brota de profundezas dilapidadas
vidas saturadas/
Depois
a putrefação do fígado
de aminoácidos reféns/
e tripudia assassina
a macilenta borra de banha translúcida/
cheiro doce de vela/
A fome é demente/
atroz e impertinente
súbita
voraz/
E mais louco ainda/
mais/
é quem na ceia envenenada
se satisfaz//
Se a vida começa pela boca/
a morte também/sim
são ventres protuberantes
inchaço
lerdeza/
enfastiado bocejo/
nenhum desejo mais/
Comida doente
fritura
tritura
rojão/
Dor de barriga profunda
fedor/
peido/
peidão//
Estalam gemas douradas/
boiam pastéis bêbados/
óleo de escuridão sem fim//
ouro fugaz/
gás/
e a trempe crepita ao fogo/
Frigir de ovos
veias esturricadas
fuligem
enjôo
vertigem/
As enzimas violentadas implodem/
plástica encardida
de pastéis bêbados/
calombos de vento
que dançam
em borbulhante óleo de escuridão sem fim/
Arrôtos amargos
azia
gôgo
refluxo da saliva verde
que brota de profundezas dilapidadas
vidas saturadas/
Depois
a putrefação do fígado
de aminoácidos reféns/
e tripudia assassina
a macilenta borra de banha translúcida/
cheiro doce de vela/
A fome é demente/
atroz e impertinente
súbita
voraz/
E mais louco ainda/
mais/
é quem na ceia envenenada
se satisfaz//
Se a vida começa pela boca/
a morte também/sim
são ventres protuberantes
inchaço
lerdeza/
enfastiado bocejo/
nenhum desejo mais/
Comida doente
fritura
tritura
rojão/
Dor de barriga profunda
fedor/
peido/
peidão//
Estalam gemas douradas/
boiam pastéis bêbados/
óleo de escuridão sem fim//
30/10/2002
sábado, 6 de março de 2010
Desencanto
Há uma mulher
que ora sim
ora não
gosta de versejar/
Mulher de fino trato
de cujo retrato da alma/
pude bisbilhotar
versos ainda não revelados/
Não gostei do que vi/
por que velado como o filme
quando a luz do sol invade a escuridão da câmera
encontrei sua forma de enxergar as coisas da vida/
A desesperança cobriu sua alma
a escuridão corrompeu a sua alegria
e desfocou seu olhar de futuro/
Não há mais fé em um novo dia/
e a mulher não faz mais amor
nem sabe dizer bom dia//
que ora sim
ora não
gosta de versejar/
Mulher de fino trato
de cujo retrato da alma/
pude bisbilhotar
versos ainda não revelados/
Não gostei do que vi/
por que velado como o filme
quando a luz do sol invade a escuridão da câmera
encontrei sua forma de enxergar as coisas da vida/
A desesperança cobriu sua alma
a escuridão corrompeu a sua alegria
e desfocou seu olhar de futuro/
Não há mais fé em um novo dia/
e a mulher não faz mais amor
nem sabe dizer bom dia//
Esquifes
Lá vem a moça bonita
tão bela que os raios do sol a seguem
afugentando todas as sombras da vida/
Estátua!
Quero vê-a passar
antes que o tempo impiedoso
venha sua beleza roubar /
(E ela então passa diante de meus olhos)
Arranca do relógio tempo prá fazer tudo o que quer
e faz/
e traz as cores/
traz a alegria/
com inocente rebeldia
com desprendimento/
com doce energia/
E tão absorta no prazer de viver
Nem percebe que do outro lado da rua/
real e fria/
consulta as horas pacientemente
a velha senhora da Funerária Santa Luzia/
tão bela que os raios do sol a seguem
afugentando todas as sombras da vida/
Estátua!
Quero vê-a passar
antes que o tempo impiedoso
venha sua beleza roubar /
(E ela então passa diante de meus olhos)
Arranca do relógio tempo prá fazer tudo o que quer
e faz/
e traz as cores/
traz a alegria/
com inocente rebeldia
com desprendimento/
com doce energia/
E tão absorta no prazer de viver
Nem percebe que do outro lado da rua/
real e fria/
consulta as horas pacientemente
a velha senhora da Funerária Santa Luzia/
Caminhada
O que penso
não sei de onde vem/
nem por quê/
Mas juro
se soubesse não pensaria muito do que penso/
destruiria a fonte/
The end pensamentos que me atormentam
que incomodam/
Pensamentos mórbidos
inconvenientes
lenientes
indecentes
ilusórios
de dar medo e fraqueza/
Ou pensamentos surpreendentes - este sou eu?
De instintos vis
assassinos
juiz e réu/
Ou pensamentos contritos
tementes a Deus
fiéis/
reverentes
Madre Teresa de Calcutá/
Ou mar de emoção
de chorar
e fazer chorar/
Neste momento penso nos olhos daquela mulher/
sereia distante do mundo/
bela e desnuda/
que passou por mim há instantes /
Ela e os seus pensamentos secretos/
caminham livres na areia da praia/
E eu penso no que ela pode estar pensando/
quando entram porta adentro as fantasias minhas/
Aliás, você que me lê agora está pensando em quê? Seja franco.
não sei de onde vem/
nem por quê/
Mas juro
se soubesse não pensaria muito do que penso/
destruiria a fonte/
The end pensamentos que me atormentam
que incomodam/
Pensamentos mórbidos
inconvenientes
lenientes
indecentes
ilusórios
de dar medo e fraqueza/
Ou pensamentos surpreendentes - este sou eu?
De instintos vis
assassinos
juiz e réu/
Ou pensamentos contritos
tementes a Deus
fiéis/
reverentes
Madre Teresa de Calcutá/
Ou mar de emoção
de chorar
e fazer chorar/
Neste momento penso nos olhos daquela mulher/
sereia distante do mundo/
bela e desnuda/
que passou por mim há instantes /
Ela e os seus pensamentos secretos/
caminham livres na areia da praia/
E eu penso no que ela pode estar pensando/
quando entram porta adentro as fantasias minhas/
Aliás, você que me lê agora está pensando em quê? Seja franco.
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