sábado, 6 de março de 2010

Desencanto

Há uma mulher
que ora sim
ora não
gosta de versejar/


Mulher de fino trato
de cujo retrato da alma/
pude bisbilhotar
versos ainda não revelados/

Não gostei do que vi/
por que velado como o filme
quando a luz do sol invade a escuridão da câmera
encontrei sua forma de enxergar as coisas da vida/

A desesperança cobriu sua alma
a escuridão corrompeu a sua alegria
e desfocou seu olhar de futuro/

Não há mais fé em um novo dia/
e a mulher não faz mais amor
nem sabe dizer bom dia//

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