sábado, 6 de março de 2010

Caminhada

O que penso
não sei de onde vem/
nem por quê/
Mas juro
se soubesse não pensaria muito do que penso/
destruiria a fonte/

The end pensamentos que me atormentam
que incomodam/
Pensamentos mórbidos
inconvenientes
lenientes
indecentes
ilusórios
de dar medo e fraqueza/

Ou pensamentos surpreendentes - este sou eu?
De instintos vis
assassinos
juiz e réu/

Ou pensamentos contritos
tementes a Deus
fiéis/
reverentes
Madre Teresa de Calcutá/
Ou mar de emoção
de chorar
e fazer chorar/

Neste momento penso nos olhos daquela mulher/
sereia distante do mundo/

bela e desnuda/
que passou por mim há instantes /

Ela e os seus pensamentos secretos/
caminham livres na areia da praia/

E eu penso no que ela pode estar pensando/
quando entram porta adentro as fantasias minhas/

Aliás, você que me lê agora está pensando em quê? Seja franco.

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