Fui comer canjica em Brazlândia
comi cultura
acordes ao longe da sanfona
desse Brasil de meu Deus/
dos índios fumando light
escarrando mentiras capitais/
e os discursos?
lindos de matar
refletidos no espelho de água suja do Palácio central//
Assombração de JK no Monumental/
Mortos vivos retornados de Monte Castelo
Lá vamos de mãos dadas
Eu e mais ninguém/
Rodoférrea vontade de abraçar o chão vermelho/
gritar nas entranhas do mundo que eu quero tudo isso
fria Brasília que estou amando/
porque brasileiro das várias línguas
de cada torrão de lixo estrutural
eu sou/
Eu e mais ninguém/
( Depois da fala de um mendigo bêbado, pregando o evangelho em frente ao Conjunto Nacional, na Asa Norte).
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