Servir refeições
é ato de amor
de amar/
Ao outro o prazer
do ser
saciar/
E afastar do espírito
do corpo inquieto
misteriosa dor/
Dor de espasmos
de buraco
de ânsia vazia
tremores da fome
músculos sem força
da face branca cor
servir refeições é o amor/
Ato tão bonito que reluz
na prata
brilho do talher/
primazia de homem
primazia de mulher
supremacia do bem querer
dos gestos de ternura
das alvas mãos
que dobram em losango
guardanapos de linho bordô
das terrinas
do azeite
das velas a luz
Tão bonito que reluz
Depois/
consumado o ato
findo o vinho
morango banhado em chantilli/
café/
eis então que a garçonete admira em silencio
reverente/
o bem que fez// a vida que refêz
inclina-se ligeiramente
e de coração diz: volte outra vez !
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